Solicitar o visto americano para autônomo ainda gera muitas dúvidas entre brasileiros que trabalham por conta própria. Afinal, será que o consulado vê o autônomo com bons olhos? É necessário ter MEI? Quem não tem carteira assinada pode ser aprovado?
A verdade é que o consulado dos Estados Unidos não reprova alguém apenas por ser autônomo. O que realmente importa é a capacidade de comprovar renda, profissão e vínculos com o Brasil.
Neste artigo, você vai entender exatamente como funciona a análise do visto americano para autônomos e quais cuidados fazem total diferença na aprovação.

Como o consulado analisa o visto americano para autônomo
Quando uma pessoa solicita o visto americano, o consulado avalia principalmente os vínculos que a mantêm no Brasil. Entre eles estão:
- Profissão e renda
- Situação financeira
- Histórico de viagens
- Família
- Estudos
- Estabilidade profissional
O vínculo empregatício é importante, mas não é obrigatório. Muitos autônomos conseguem aprovação justamente porque demonstram estabilidade, organização financeira e continuidade na atividade profissional.
O maior objetivo do consulado é entender se o solicitante tem motivos reais para retornar ao Brasil após a viagem.
Tipos de autônomos e como cada um é avaliado
O visto americano para autônomo pode variar bastante conforme o perfil profissional. De forma geral, existem três grandes categorias.
1. Autônomos que vendem produtos ou prestam serviços
São pessoas que trabalham por conta própria, como:
- Prestadores de serviço
- Vendedores online
- Instaladores
- Técnicos
- Profissionais informais
Nesse caso, o consulado espera provas concretas da atividade, como:
- MEI ativo ou CNPJ
- Notas fiscais de compra e venda
- Extratos bancários
- Comprovantes de recebimentos
- Plataformas de venda (Mercado Livre, Shopee etc.)
- Redes sociais profissionais
Abrir um MEI apenas poucos dias antes da entrevista costuma ser um ponto fraco, especialmente se não houver outros vínculos que sustentem a história profissional.
2. Autônomos com pequeno negócio próprio
Aqui entram profissionais como:
- Cabeleireiros
- Manicures
- Donos de salão
- Barbearias
- Pequenos comércios
- Prestadores com ponto fixo
Nesses casos, o consulado costuma considerar quase como uma empresa. É importante apresentar:
- CNPJ ativo
- Endereço comercial
- Fotos do estabelecimento
- Redes sociais do negócio
- Extrato bancário da empresa
- Contrato de aluguel (se houver)
- Funcionários registrados, quando aplicável
Quanto mais estruturado o negócio, maior a credibilidade perante o consulado.

3. Autônomos com formação técnica ou superior
Incluem profissionais como:
- Advogados
- Médicos
- Dentistas
- Veterinários
- Engenheiros
- Enfermeiros
Nesse perfil, o consulado costuma exigir comprovação profissional, como:
- OAB (advogados)
- CRM (médicos)
- CRMV (veterinários)
- CREA (engenheiros)
- Coren (enfermagem)
Caso o profissional ainda não possua registro ativo, isso deve ser explicado corretamente no formulário DS-160 e na entrevista. Informações inconsistentes podem gerar dúvidas e até negativa.
A importância do formulário DS-160
O formulário DS-160 é um dos pontos mais críticos do processo de visto americano para autônomo. Nele, o solicitante informa:
- Profissão
- Renda mensal
- Endereço de trabalho
- Histórico profissional
- Redes sociais
Qualquer erro, exagero ou informação que não possa ser comprovada pode prejudicar a análise. O consulado cruza dados e, muitas vezes, a decisão ocorre antes mesmo da entrevista.
Documentos: mesmo quando não são solicitados
Embora a maioria das entrevistas seja feita no “olho no olho”, o solicitante deve sempre comparecer com documentação compatível com sua profissão.
Se o agente consular solicitar algo e você não tiver como comprovar, a chance de negativa aumenta bastante.
Declaração de Imposto de Renda: um dos pontos mais importantes
Um erro muito comum entre autônomos é confundir:
- Imposto de Renda da empresa (CNPJ)
- Imposto de Renda da pessoa física
Quem solicita o visto é a pessoa física, não o CNPJ. Por isso, é fundamental que:
- A declaração de IRPF esteja em dia
- Os rendimentos sejam compatíveis com a profissão informada
- Os valores da pessoa física e jurídica façam sentido entre si
Declarações feitas fora do prazo ou apenas pouco antes da entrevista podem gerar desconfiança.
Como comprovar renda sendo autônomo
As formas mais aceitas incluem:
- Declaração de Imposto de Renda
- Extratos bancários
- Movimentação compatível com a renda declarada
- Extratos da empresa (quando houver)
Recibos manuais são considerados fracos como prova. Quanto mais oficial e rastreável for a comprovação, melhor.
Redes sociais ajudam muito
Atualmente, o consulado solicita as redes sociais no DS-160. Perfis profissionais ativos ajudam a demonstrar que a atividade realmente existe.
Publicações frequentes, trabalhos realizados, depoimentos de clientes e rotina profissional aumentam significativamente a credibilidade do autônomo.
Conclusão
O visto americano para autônomo é totalmente possível. O consulado não reprova quem trabalha por conta própria — ele reprova quem não consegue comprovar sua realidade profissional.
Quanto mais organizado estiver o seu histórico, seus documentos e sua declaração financeira, maiores serão as chances de aprovação. Tempo de atuação, coerência das informações e provas concretas fazem toda a diferença.
Cada caso é único, e o sucesso do processo depende de planejamento, estratégia e preenchimento correto das informações.
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